quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Resenha #32 A 5ª Onda, de Rick Yancey



Sinopse: Depois da primeira onda, só restou a escuridão. Depois da segunda onda, somente os que tiveram sorte sobreviveram. Depois da terceira onda, somente os que não tiveram sorte sobreviveram. Depois da quarta onda, só há uma regra: não confie em ninguém. Agora A Quinta Onda está começando... Cassie está sozinha, fugindo dos Outros. Um inimigo que parece humano, que espreita em todos os lugares, pronto para aniquilar os últimos sobreviventes. Permanecer sozinha é permanecer viva - Cassie acredita nisso até encontrar Evan Walker. Mas será que ela pode confiar nele? Será que ele pode ajudá-la a resgatar o irmão? Chegou o momento em que Cassie deve escolher entre a esperança ou o desespero, entre enfrentar os Outros ou se render ao seu destino, entre a vida ou a morte. Entre desistir ou lutar!






Leia e descubra um ótimo livro.



A 5ª Onda é um livro pós-apocalíptico sobre alienígenas e sua bem-sucedida invasão a Terra. A humanidade é quase dizimada, bilhões são mortos. E assim começa esse livro com ótimo diálogos e a escrita bem desenvolvida. Eu gostei daquele momento em que percebi como título entrou em jogo e vamos vendo o inicio de cada Onda. Esse livro não é apenas sobre ação e aventura de uma invasão alienígena. Pelo contrario, é sobre a luta interna e evolução de seus sobreviventes humanos. 


Os personagens principais são Cassie e Zombie. Cassie sendo uma das sobreviventes, está determinada a se vingar. Ela é uma daquelas heroínas que acompanhamos e nos apegamos, ela também possui uma determinação feroz . E Zombie um personagem fantástico. Ele é um humano que trabalha em uma base militar treinando outros recrutas para matar pessoas. E também gostei do irmão  mais novo de Cassie, Sammy.

A primeira parte do romance explora Cassie e  sua família - ou o que sobrou dela. Famílias foram literalmente dilaceradas. Cassie tem  a sorte de ter  um vínculo tão poderoso, que é o amor pelo irmão e agarra-se a isso, e sente muita saudade dele.

E podemos falar do Evan?
Evan é o cara que Cassie acaba encontrando em um momento tenso. Mesmo com tudo acontecendo ela começa a sentir algo por ele. E ela não se sente incomodada pelo fato de quando ela estava inconsciente, ele a despiu e colocou na camisola que pertencia a irmã morta dele. 
Dias depois, Evan se insinua que morreria por ela. E com isso eles estão dormindo na mesma cama, e mesmo quando Cassie descobre que ele é um mentiroso e pode ser um assassino ela continua com ele.

 Rick Yancey conseguiu fazer este evento tão realista quanto qualquer outro desastre mundial. Além disso, na minha opinião, eu acho que é um pouco ingênuo acreditar que somos a única forma de vida com inteligência no universo. Isso poderia acontecer com a gente? Com certeza! Eu acredito nisso!

Há um medo primitivo que é abordado no decorrer da leitura, que é o medo de estar verdadeiramente sozinho. Quando o inimigo tem  o seu rosto, como você pode confiar em alguém, afinal? Como é que a humanidade vai sobreviver? Unidos, a raça humana tem uma chance de sobreviver. Separados, porém, pela desconfiança, tornam-se seus próprios inimigos. Este é um dos aspectos mais importantes deste livro, é o que torna-o tão desconcertante e desesperador. Como Cassie, o leitor não é capaz de deixar-se confiar em ninguém.  

Spoiler 
Algumas respostas ficam abertas umas delas, a invasão alienígena e do plano ridiculamente artificial e complicado de usar crianças-soldados como a quinta onda. Se você é uma raça alienígena tecnologicamente avançada que viveu há milhares de anos como pura consciência dentro de um super computador e cujo povo não tem nenhum desejo de tomar forma física, então por que você precisa para conquistar um planeta para usar seus recursos? Além disso, por que passar pela dificuldade de treinar soldados humanos quando você já tem seus próprios ninjas assassinos alienígenas para fazer a limpeza para você? 
Fim do Spoiler 

Enfim este livro, é uma bomba-relógio, e você  sentir isso com cada parte do seu ser! Cada página eu devorei avidamente.


Post escrito por Priscila L. C. Mantovani

domingo, 27 de dezembro de 2015

Resenha #31 Reiniciados, de Teri Terry



                                        

As lembranças de Kyla foram apagadas, sua personalidade foi varrida e suas memórias estão perdidas para sempre. Ela foi reiniciada. Kyla pode ter sido uma criminosa e está ganhando uma segunda chance, só que agora ela terá que obedecer as regras. Mas ecos do passado sussurram em sua mente. Alguém está mentindo para ela, e nada é o que parece ser. Em quem Kyla poderá confiar em sua busca pela verdade?



Reiniciados em algumas palavras crime, discriminação, recomeço e amor. 

Eu achei esse livro muito inovador, não tinha lido nada parecido, Teri Terry no apresenta os Reiniciados . Ela traz a  ideia de controla e medir a emoção através do uso de um aparelho chamado Nivo, estes são sensores amarado ao pulso da pessoa programada que a força a um "black out", se os seus níveis de humor ficar muito baixo, se caso eles entrarem em estado de raiva ou depressão que lhes permitiria se machucar ou a outras pessoas. 

O debate que ela apresenta punição versus debate de reabilitação é interessante - eles podem limpar a mente dos assassinos em série, terroristas e dar lhes uma segunda chance na vida como uma pessoa totalmente nova. Mas até onde isso é correto. Porque se  apagarem suas memorias e personalidade, você ainda será você?
O livro deixou muitas duvidas, gostaria de saber mais informações sobre como a sociedade deles foi formada, os detalhes foram introduzidos tarde e ainda há muito que não sabemos. No entanto, eu achei a ideia de um governo de coligação que deu errado muito fascinante, especialmente vendo a Grã-Bretanha tem atualmente um governo assim- composto  de  parte não compatíveis. Como os dois lados tem ideais opostos, eles tentam conciliar suas diferenças, mas não acontecem o que eles realmente queriam. E a forma que encontraram de dar uma segunda chance a  criminosos para ajuda-los a seguir em frente de seus crimes e começar do zero. Mas a pessoa só pode ser reiniciada se ela tiver idade inferior a dezesseis anos, mas quantas crianças de dez anos sai por ai explodindo prédios? Quantas crianças são ativas em atos terroristas? 
E se essas crianças participam de crimes assim, com certeza isso é algo organizado e planejado para elas - seria muito semelhante a prostituição e trabalho infantil- então elas são as vitimas.Os celulares são proibidos para pessoas com idade inferior a 21 anos, para os impedir de organizar encontros ( e, em extensão, para impedi-los de um crime organizado). Mas, quantas pessoas com 20 anos são capazes de se organizar para derrubar um governo? 
Kyla foi reiniciada. Ela foi uma criminosa mas não sabemos o que ela fez, e o governo usou de sua misericórdia e deu-lhe uma segunda chance perante a sociedade. Agora ela deve agir conforme a regras desse novo mundo, ela não terá uma segunda chance, ela tem se adaptar e não pode fazer perguntas. Mas ao longo do caminho, Kyla acaba se questionando, então começa a buscar respostas, mas com isso pessoas próximas que teve algum tipo de contato com ela acaba desaparecendo ou sendo levado. Kyla é atormentada por sonhos estranho durante a noite, sonhos esses que remetem seu passado, e ela tenta juntar as peças desse quebra-cabeça, para descobri quem ela é, antes que seja tarde demais. Ela é uma personagem agradável e inteligente. Mas ainda ficamos com muitas duvidas sobre ela e quais foram seus crimes? O que era ela? Porque o Nivo não estava afetando-a de maneira correta? 
No longo do livro somos apresentados a outros personagens e também ficamos curiosos sobre eles, no meu caso fiquei curiosa, por seus pais, aqueles que  "adotaram" ela. A mãe parece ser uma pessoas má mas ao longo do livro percebemos que ela sofreu muito e esconde algo sobre seu passado. Temos o pai dela que esconde algo e ao mesmo tempo parece ser perigoso. E temos a irmã dela que também é uma reiniciada. 
Após a adaptação da Kyla na casa ela começa a frequentar a escola e descobre uma paixão Ben,que também é um reiniciado.  
Esse livro é uma distopia plausível, assustadora e com dilema morais. Ele deixou muitas perguntas sem respostas, mas como é o primeiro de uma trilogia, espero respostas nos próximos volumes. Eu já estou ansiosa para ler o próximo. Porque apenas o suficiente foi respondido nesse.

Post escrito por Priscila Mantovani 

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Resenha #30 A Rainha Vermelha, de Victoria Aveyard



O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.


Esse livro foi sangrento e magnífico. Ele simplesmente me transportou para a vida dos vermelhos e dos prateados.  A Rainha Vermelha foi muito bem escrito e surpreendentemente capturou minha atenção por todo o caminho sendo que terminei ele em apenas dois dias. 

Na Rainha Vermelha vemos uma historia emocionante de desequilíbrio de poder na sociedade.
O qual é  a raiz de todo o mal. 

Nesse livro, temos Cal e Marvem, os príncipes de prata. As elites, a realeza. Além disso, temos Mare Barrow, a protagonista que sangra vermelho e  o melhor esconde uma surpresa um pouco diferente para sua raça e  isso poderá ser o inicio para derrubar a coroa.   Mare cresceu em uma vila com pouco recursos e foi criada consciente da dura realidade que os vermelhos enfrentam, eles são inferiores e são governados pelos prateados. E por ironia do destino ela foi puxada para dentro desse mundo do prateados, ela tem um desejo interno muito forte que é cuidar da sua família e de seus próximos. Ela é forte e soube lidar com situações difíceis, e teve um grande desenvolvimento durante todo o livro.E também temos um triangulo amoroso. Vilões complexos, tudo para complementar a historia. E cada personagem tem diferentes motivações e intenções as vezes boas outras nem tanto. Alguns não são tão nobres quantos outros. 

A Rainha Vermelha tem uma leitura rápida. É um livro distópico perfeito, a historia teve um bom começo apesar de ser um pouco lento e tornou-se mais interessante no decorrer do livro. Eu nunca pensei que isso poderia ser uma combinação perfeita, mas a escritora me provou o contrario. Victoria Averyard moldou seus personagens de forma brilhante do inicio ao fim, e eu estava absolutamente fascinada por eles sendo que não vejo a hora do próximo livro.  

No livro vemos constantemente um forte enfase no poder, politica e lealdade. E o livro também nos ensina lições de vida, de diversas formas. As palavras podem mentir. Qualquer pessoa pode mentir. Tudo isso somado, transforma o livro em algo prazeroso. Eu recomendo A Rainha Vermelha para todos os fãs de distopia. 

Post escrito por Priscila Leite Mantovani

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Desafio de Leitura 2016



O DESAFIO DE LEITURA 2016,  que vou participar do grupo Devoradores de livros consta, 12 temas literários, um para cada mês. E eu aceitei o desafio e abaixo minha lista de livros que pretendo ler, alguns preciso comprar. Vamos ver como vai ser,  os temas:








E esse é a minha lista :

 Janeiro = Jogador Número 1 – Ernest Cline

Fevereiro = Os doze guardões da Luz - Luiz H.Batista 

Março = Não Pare - FML Pepper

Abril= Star Wars Marcas da Guerra- Chuck Wendig

Maio = Duna - Frank Herbet 

Junho = Warteloo - Bernard Cornwell

Julho = A Rainha Branca - Volume 1  –  Philippa Gregory

Agosto = Querido Jaime - Eduardo Lages

Setembro = Os Portões de Roma – O Imperador – Vol.1 – Conn Iggulden

 Outubro = O rei de amarelo - Robert W. Chambers

 Novembro = 1Q84 – Vol. 2 – Haruki Murakami

Dezembro = Fundação - Asimov




Esses são os livros que já tenho, o restante ainda preciso comprar. 

sábado, 12 de dezembro de 2015

CCXP - Comic Com Experience


Nos dias 03, 04, 05,06 de dezembro, ocorreu em São Paulo a Comic Con Experience. A CCXP é um evento que centraliza e celebra a cultura pop, cinema, séries, quadrinhos, mangás e games. E tive a chance de ir a esse evento que foi épico. 

A localização do evento é no espaço Imigrantes, o evento tem um espaço amplo e esse ano estava com um estacionamento adequado, bem melhor que o ano passado. A minha primeira impressão do evento foi a estrutura do lugar, não me agradou. O espaço estava em obras e tivemos que andar em um espaço em construção para chegar ao prédio do evento. Outro detalhe que não gostei foram que quem pagava meia, e entregava colocando-o no chão, com tanto tempo não fizeram algo adequado para isso. E não teve revista na entrada, detalhe que até eventos como o Anime Friends tem. E não vi seguranças pelo evento. Tinha pouquíssima pessoas para pedir informações, e essas pessoas não tinham conhecimento do que havia no evento. Perguntei sobre a editora Draco, a qual a eu sabia que estaria no evento e ninguém sabia onde ficava isso poque perguntei no balcão principal  de informações.

Mas agora vou falar das experiencias boas. O evento tem uma grandes estrutura e alguns estandes, estavam muito caprichados. O estande da Netflix, tinha atrações que faziam o publico interagir junto, uma das atrações eram jogos de perguntas sobre séries que fazem parte de catalogo dela, e quem participasse ganhava brindes muito caprichados.

Outro estande que eu estava ansiosa para conhecer era o da Editora Jbc, como viciada em mangás, tinha que comprar alguns mangás e ver o estande que estava lindo, muito bem organizado, e  não poderia perder a chance de conhecer Hiro Kiyohara, o qual peguei autografo e foi super tranquilo, agora tenho meu primeiro mangá autografado. Na JBC peguei o mangá Vitamin, um mangá de volume único, Robô Esmaga um quadrinho nacional e Another. E acabei esquecendo de pegar Orange e o do Lovecraft, por não ver eles no estande, acho que a  unica falha no estande da JBC é  tinha poucas pessoas para atender e os mangás não estavam disponibilizados de forma adequada mostrando seus lançamentos. Na foto abaixo o mangaká de Another, amei pegar o autografo dele.



Agora o estande da Aleph foi perfeito em tudo, primeiro tinha muitas pessoas para atender, para fornecer informação, sobre os livros, e os autógrafos. Os livros estavam tão bem disponibilizado que vi livros que não iria comprar e acabei comprando. A estrutura estava linda, pensaram em todos os detalhes tinha até horários com musica ao vivo. Comprei o livro Como Star Wars conquistou o Universo do Chris Taylor, e peguei autografo dele super simpático, até conversei um pouco pena que meu inglês está enferrujado. Ainda na Aleph peguei o autografo do Timothy Zahn, no livro Star Wars o Ultimo Comando.






domingo, 6 de dezembro de 2015

CCXP #epico

 Novidades sobre a CCXP, confiram as fotos no https://www.instagram.com/pri_blogleituramania/
Foi épico, maravilhoso, em breve uma matéria detalhada sobre tudo o que ocorreu. E como fã de quadrinhos, livros, muita matéria interessante sobre isso.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Entrevista de Hábitos Literários: Cesar F. Miranda

Se apresente e nos fale quais gêneros literários gosta de ler.
Olá! Meu nome é Cesar F. Miranda, sou escritor, estudante de Direito e Letras. Sou do clube do “gosto do que é bom”, mas assumo que tenho larga preferência por fantasia.


 Quando resolveu escrever um livro quais foram as motivações? 
Pra dizer a verdade queria ganhar dinheiro. Focar uns meses na escrita e depois ficar ganhando meus 10% autorais pelo resto da vida. Um plano infalível! (risos). Assim que comecei a estudar a área vi que a realidade do mercado literário não era exatamente assim, mas não desanimei.
Sempre gostei de escrever, apesar de nunca ter levado a profissão muito a sério como carreira. Enquanto terminava meu primeiro escrito conheci a história de outros autores e percebi que o mercado literário nacional tem crescido e se desenvolvido muito bem. Não existe mais aquela história de associar livro brasileiro a “livro chato de colégio”, o que sai da caneta do autor nacional tem tido cada vez mais qualidade. Carolina Munhóz, Raphael Draccon e Eduardo Spohr são alguns dos nomes que tem conseguido emplacar nas listas de mais vendidos. Ser um autor nacional e poder viver disso não é mais uma utopia, pode ser difícil, é verdade, mas qual profissão não é?


Acredita em inspiração? Quais foram as suas inspirações ao começar a escrever?
Acredito. Algumas inspirações são genéricas, como o estilo de escrita do Patrick Rothfuss, calmo, pausado e poético. Admiro o trabalho da autora Hiromu Arakawa no mangá/anime Fullmetal Alchemist com uma trama fechadinha que não deixa de ser profunda. E sonho em ter viradas no enredo tão boas quanto as do George Lucas em Star Wars. Esses três são os que me ajudaram a ter um norte inicial em termos de estilo.
Sobre inspirações específicas... Meu primeiro trabalho (ainda não publicado) é quase uma mistura de Jogos Vorazes com Percy Jackson começarei a publicar seus primeiros capítulos em meu Wattpad no dia 07 de Dezembro. (https://www.wattpad.com/user/RasecMiranda).
Estou trabalhando num projeto de contos no estilo das séries de TV, cada conto como se fosse um episódio – com temporadas e tal –, me inspirei muito nas obras do autor americano John Grisham (autor que escreve histórias envolvendo advogados) para escrever.



 Para você, o que significa ser escritor?
Alguém que escreve, dãã. Brincadeira kkk. Na faculdade de Letras tem muita discussão quanto a definição de escritor, mas não me importo muito com isso. Mas vá lá, escritor é todo aquele que quer se expressar através da escrita (é a definição clássica)... mas e aí, o que significa escrita pra você? Um músico “escreve” uma sinfonia e quer expressar algo com ela. Ele é um escritor? Numa discussão com seu namorado(a) você escreve algo visando se expressar – você se torna automaticamente escritor?
Bem, meus estudos na área jurídica me levaram a procurar  brechas em qualquer lugar – desde então não consigo me sentir convencido com conceitos limitantes.
Que seja escritor quem quiser dizer que é.

Qual livro que você leu esse ano e mais gostou e qual é seu livro de cabeceira no momento? E quais são seus livros preferidos?
 Esse ano... Acho que minha compra de maior satisfação foi “Sobre a escrita” do “Stephen King”. O livro é realmente inspirador.
Meu livro de cabeceira nesse momento é “Golem e o Gênio” da Helene Wecker. Excelente leitura.
Sobre meu livro favorito... Fui fã do Harry Potter por muito tempo e achei que nenhum livro superaria essa saga mítica. Já ouviu falar de “O Nome do Vento”? – Pois bem, ele superou (e muito).


Qual o melhor horário para ler na sua opinião? E qual seu lugar preferido para ler?
Tenho um livro pra cada situação: o livro da manhã – quando acordo; o livro da noite – antes de dormir e; o livro dos caminhos – levo sempre quando saio de casa, para o caso de uma fila ou um engarrafamento selvagem resolver aparecer.
A cama é o melhor lugar. É imbatível.


 Tem algum hábito exclusivo de leitura?
 Tinha com as histórias do Percy Jackson. Só começava a ler se tivesse uma lata de Coca Cola (ainda bem que os livros são pequenos). Não tenho hábito com nenhum outro livro.


Que sugestões você daria para os leitores do blog leitura Mania?
ahh... Comam aveia, faz bem pra saúde! (É uma boa dica, oras).

 Possui algum livro ou conto publicado? Fale-nos sobre eles.
Publiquei um conto na primeira edição da Revista Quimera chamado “Sinfonia”. Pra conferir é só baixar a revista no site do CAF (clube de autores de fantasia).
Recebi menção honrosa num concurso realizado pelos fantasiaBR (embaixadores do wattpad sobre o gênero fantasia). A proposta era escrever um conto de até mil palavras sobre dragões. “Dragonologia” é nome do conto e está disponível no meu perfil do site.

Possui alguma página ou blog? Se sim nos fale o endereço dele e nos fale sobre ele.
Tenho... Mas ta parada por um tempo (acontece com todo mundo né?). Pra dizer a verdade tenho dedicado 90% do meu tempo ao meu livro atual, então meio que os outros projetos ficaram pra segundo plano.
Cheguei a me planejar pra fazer um site de notícias ligadas à literatura, ajudaria na inserção no mercado literário e tal, mas percebi que não era o meu caminho. Não quero ser jornalista. Quando terminar meu livro atual voltarei com o blog e o utilizarei como uma plataforma para publicar críticas de livros, filmes ou do que eu quiser, mais pessoal.
– https://www.facebook.com/Tavernadatinta?ref=bookmarks

– http://tavernadatinta.blogspot.com.br/


 Uma pergunta que não fiz e que gostaria de responder?

Sim! Eu escolheria o charmander, ele é o melhor.

E muito obrigada por disponibilizar seu tempo para essa entrevista.
 Não por isso! ^^

Essa entrevista foi muito gostosa, rindo sozinha. Que bela dica para os leitores do blog hein rsrs. E  escolher o Charmander, mas eu prefiro o Charizard hehehe.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Resenha #29 A Rainha Normanda Emma da Normandia, de Patricia Bracewell



Em 1002, Emma da Normandia, uma nobre de apenas 15 anos, atravessa o Mar Estreito para se casar. O homem destinado a ser seu marido é o poderoso rei da Inglaterra, Æthelred II, muito mais velho que ela e já pai de vários filhos. A primeira vez que ela o vê é à porta da catedral, no dia da cerimônia. Assim, de uma hora para outra, Emma se torna parte de uma corte traiçoeira, presa a um marido temperamental e bruto, que não confia nela. Além disso, está cercada de enteados que se ressentem de sua presença e é obrigada a lidar com uma rival muito envolvente que cobiça tanto seu marido quanto sua coroa. Determinada a vencer seus adversários, Emma forja alianças com pessoas influentes na corte e conquista a afeição do povo inglês. Mas o despertar de seu amor por um homem que não é seu marido e a iminente ameaça de uma invasão viking colocam em perigo sua posição como rainha e sua própria vida. Baseado em acontecimentos reais registrados na Crônica Anglo-saxã, A rainha normanda conduz o leitor por um período histórico fascinante e esquecido, no qual fantasmas vigiam os salões do poder, a mão de Deus está presente em cada ação e a morte é uma ameaça sempre à espreita.

Governando na época compreendida entre o rei Artur e a rainha Elisabeth I, a rainha Emma é uma heroína inesquecível cuja luta para encontrar seu lugar no mundo continua fascinante até hoje.

A rainha normanda, começa de forma um pouco esmagadora, com vários personagens apresentados e introduzidos dentro de um mesmo capitulo, alternando pontos de vista, e isso o torna um pouco difícil de criar um vinculo e  agarrar à história, e isso foi um ponto que comentei várias vezes no grupo de whastapp que faço parte. No entanto, isso resolve com o decorrer da historia  e ela se torna mais acolhedora. Bracewell também mostra alguma inconsistência (somente inicialmente) com uma tentativa quase forçados a ser excessivamente literária e descritiva, mas ela encontra um meio termo no decorrer do livro. O leitor sente a história ganhar vida e isso nos mantém virando as paginas.

A Rainha Normanda, retrata vários personagens, cada um tem sua personalidade e voz com amplo desenvolvimento e sem personagens excessivamente previsíveis. Bracewell permite que o leitor a descobrir as camadas e facetas referentes a cada personagem.

Com o desenvolvimento de cada capítulo, A Rainha Normanda, torna-se mais atraente e mais difícil de parar de ler. Isto  devido a Emma (o personagem principal) e sua força que cresce com a história; e também devido ao livro não ser previsível como muitos outros romances de ficção histórica. De fato, alguns momentos são muito crível e cru, causando até mesmo repugnância por sua brutalidade, mas que apenas demonstra quão convincente é Bracewell.

O livro,  tem um ritmo rápido e  fácil de ler, ele é rápido mas não é superficial. Por exemplo, o romance entre Emma e Atheslstan não é explorado profundamente ou o foco principal, mas tem um certo destaque, sendo que fiquei torcendo por eles.

A conclusão de A Rainha Normanda é forte e memorável, respondendo a perguntas suficientes para não deixar as pontas soltas, mas ainda abrindo o caminho para a continuação de Bracewell. No geral, eu teria preferido um olhar mais íntimo a Emma que foi ligeiramente minimizada devido aos múltiplos pontos de vista do caráter, mas ele foi delicioso e envolvente e me deixou ansiosa para o próximo volume. 






sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Resenha #28 Em busca de abrigo de Jojo Moyes






Sinopse: Romance de estreia da autora vencedora do prêmio RNA com A casa das marés. Sem contato com sua mãe desde que fugiu de casa quando ainda jovem na zona rural da Irlanda, Kate fez um juramento de que seria sempre amiga de sua filha, Sabine. Mas a vida tem uma maneira engraçada de se repetir, e Kate vê um abismo crescente entre elas. Com Sabine às vésperas de fazer uma jornada de volta à Irlanda para ver sua avó e resgatar seu passado, Kate se pergunta como elas chegaram a essa situação e o que ela pode fazer para mãe e filha se reconectarem. Para Joy, ver sua neta é a realização de um sonho. Após uma dolorosa separação de sua filha Kate, ela aguarda ansiosamente a chegada de Sabine. Porém, logo após a chegada da neta, a conexão que ela esperava não acontece, diminuindo seu entusiasmo. E quando o impetuoso temperamento de Sabine força Joy a encarar fantasmas do passado, ela percebe que talvez seja a hora de fechar antigas feridas. A inesquecível história de três gerações de mulheres irlandesas frente às verdades fundamentais de amor, dever e o inquebrável elo que une mães e filhas.


Emocionante !!!!

Este é um romance sobre três gerações de mulheres - conta a historia de Joy seus anos de  alegria e formação em Hong Kong de 1950,  onde também conheceu e se casou com o soldado Edward.  Foi algo muito rápido, em apenas alguns dias, se conheceram, ficaram noivos, mas ele teve que voltar  ao trabalho,  navegar a lugares distantes. E depois de um ano, ele volta  e se casam. O casamento deles parece ser idílico especialmente quando Joy compara sua vida com a de seus amigos,  eu estava um pouquinho cética em relação a todo o seu relacionamento. No entanto, eu não deveria ter duvidado da autora, como anos mais tarde, alguns eventos, são descobertos e nos mostram o lado mais sombrio de seu casamento, provando que nada pode ser sempre perfeito, como imaginei no começo.

No cenário moderno, Joy e Edward possui uma fazenda de cavalos bem sucedido na Irlanda. Eles têm uma filha Kate, que não é próxima deles e fugiu da Irlanda para Londres,  para escapar das tensões e problemas no domicílio. Kate também tem uma filha chamada Sabine e história parece estar se repetindo, como a sua relação como mãe / filha também é bastante preocupante. Kate não tem a menor sorte no amor, e Sabine está farta disso,  de diversas casos que sua mãe tem, e  de relações que trazem uma figura paterna em sua vida para que depois eles sejam removidos dela. Quando  Joy liga para Kate, para dizer a ela que seu pai Edward está muito doente, Kate tem a chance mandar sua filha Sabine a  ir para a fazenda e conhecer sua avó e avô corretamente, ao mesmo tempo, dando-lhe uma pausa de um último desastre romântico .

Sabine odeia Irlanda. Ela odeia a fazenda e cavalos, e encontra na avó uma pessoa muito fria. Joy também se sente dificuldade em se comunicar com Sabine. Ao longo do tempo no entanto, à medida que aprendemos sobre todas as três gerações de mulheres, vamos compreendê-las  um pouco melhor, as relações frágeis entre as três parecem estar lentamente a emendar-se. Antes que isso aconteça ainda há um monte de sentimentos a revela, segredos a serem descobertos e pontes a serem construídas.

Uma das coisas que eu amei sobre este livro,  é que você começa uma perspectiva de todos os três personagens principais e um interruptor em linhas de tempo do passado para o presente. Esta é uma ferramenta tão eficaz em conhecer os personagens para o leitor e fornece explicações para as coisas que aconteceram. Eu fiquei irritada algumas vezes com elas, mas  acho que um dos sinais de uma boa história é que os personagens devem trazer alguma emoção crua ao leitor. Até o final do livro, vemos  mudanças na Joy, Kate e Sabine para o melhor devido a suas experiências. Mas o que mais gostei do livro foi que a autora não deu um final "foram felizes para sempre " mas mostrou a realidade e os desafios para seguir a vida como todos temos . 

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Entrevista de Hábitos Literários: Ariel Ayres


Se apresente e nos fale quais gêneros literários gosta de ler.
Bem, meu nome é Ariel Ayres e escrevo desde muito pequeno. Já publiquei dois livros com editoras e um de maneira independente, de maneira digital. Estudo Publicidade e Propaganda e também sou músico, compositor e ator. Quanto aos gêneros, eu diria que sou bastante variado: leio ficção científica, terror, distopia, policial, mas, em sua maioria, fantasia é o que mais povoa minhas estantes.

Quando resolveu escrever um livro quais foram as motivações?
Acho que minha enorme vontade de contar histórias que não seriam contadas de outra forma. Eu comecei a escrever roteiros de cinema, quando tinha uns doze anos, se me recordo bem. Meio exagerado, já sei, mas logo tomei vergonha na cara e parti para os livros propriamente ditos. Acho que se eu não escrevesse eu ia acabar explodindo de tantas ideias, tantos nomes e lugares que acabo criando diariamente.

Acredita em inspiração? Quais foram as suas inspirações ao começar a escrever?
Acredito, sim. E, na minha opinião, ela pode vir de qualquer lugar. Eu sempre conto essa história, mas uma vez eu fui inspirado pela chuva acertando a janela do meu quarto. Foi o primeiro livro que publiquei, chamado A Chuva (conveniente, né?). Ele começa com a seguinte frase: “A chuva incessante caía na janela do bar”.

Para você, o que significa ser escritor?
Acho que ser escritor é mais do que, simplesmente, escrever. Ser escritor é ser um artista e, como tal, traz todas as responsabilidades e “obrigações” do fazer arte. Essas seriam: provocar, instigar, ensinar, questionar, representar, enfim. Toda arte tem uma função social e acho que nós, escritores, temos essa responsabilidade em nossas costas. Por mais que trilhemos os caminhos do surreal, no caso de nosso Clube de Autores de Fantasia, devemos discutir nossos contextos atuais, expor as realidades e criticá-las. Devemos fazer pensar. Sem isso, de nada vale o trabalho.

Qual livro que você leu esse ano e mais gostou e qual é seu livro de cabeceira no momento? E quais são seus livros preferidos?
O livro que mais gostei de ler esse ano foi iT, do mestre Stephen King. Ainda assim, tenho de citar alguns dos livros nacionais que li esse ano, com muito orgulho, e que adorei. São eles: Lobo de Rua, de Jana P. Bianchi; A Ilha dos Ossos, o segundo livro da série O Castelo das Águias, de Ana Lúcia Merege; A Liga dos Artesãos, o primeiro livro da série Alvores, de Lauro Kociuba. E o livro que estou lendo no momento é Limbo, do meu grande amigo Thiago d’Evecque. Quanto ao meu favorito de todos os tempos, é, sem dúvidas, A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak. E Não Sobrou Nenhum, de Agatha Christie, a série Fundação, de Isaac Asimov e a série O Guia do Mochileiro das Galáxias, de Douglas Adams, também figuram no meu top 10.

Qual o melhor horário para ler na sua opinião? E qual seu lugar preferido para ler?
Eu costumo ler pela manhã, apesar de variar bastante, e prefiro fazê-lo em minha casa. Vez ou outra leio dentro do ônibus ou no banco, mas é mais difícil eu ler na rua; não me agrada muito. Acho que ler é uma situação mais intimista e detesto ser atrapalhado.

Tem algum hábito exclusivo de leitura?
Na verdade, não. Quando leio fico muito focado, é difícil eu fazer qualquer coisa mais do que sentar e ler.

Que sugestões você daria para os leitores do blog leitura Mania?
Para os que querem continuar apenas lendo: deem chance para os nacionais, se vocês já não o fizerem. Não falo nem por mim, exclusivamente, mas pelos escritores incríveis que conheço por conta do Clube de Autores de Fantasia, e pelos outros que ainda não tive a honra de conhecer. Já disse o nome de alguns aqui nessa entrevista, mas há outros. Muitos outros. Se eu fosse citar todos, nunca mais essa entrevista terminaria! Temos, hoje, trabalhos tão bons, ou até melhores, que os que vem de fora, já consagrados, por isso dê uma chance, você vai se surpreender. Para os que desejam ser (ou já são) escritores, dou a minha sugestão preferida: não desista de sonhar. Nunca. Seus sonhos fazem parte de você e te definem como pouca coisa consegue.

Possui algum livro ou conto publicado? Fale nos sobre eles.
Publiquei “A Chuva” pela editora Livro.Com, “O Quatro – Versão Negra” pela editora Delicatta e “Paenes Umbra” pelo Clube de Autores, de maneira independente. O primeiro é um romance policial que conta a história de um detetive que está investigando uma série de assassinatos cometidos por Dimitri, um psicopata que sempre deixa pistas propositais nos corpos das vítimas. “O Quatro – Versão Negra” é um livro que fala sobre a chegada dos quatro elementos ao nosso planeta. Eles são enviados por uma força superior (chamado, carinhosamente, de O Narrador) para exterminar a raça humana. Uma curiosidade sobre O Quatro – Versão Negra: estou reescrevendo o livro e pretendo publicá-lo no fim de 2015 na Amazon. “Paenes Umbra”, por sua vez, é um romance de contos de terror e narra a chegada de um homem a uma livraria abandonada. Lá dentro, ele conhece um senhor que, por alguma razão, começa a contar histórias assombrosas para ele. Quanto aos contos, tenho dois em meu perfil no Wattpad e mês passado um meu, chamado de A Casa do Prefeito, saiu na Trasgo #08, que tem a participação de escritores maravilhosos. Vale a compra!

Possui alguma página ou blog? Se sim nos fale o endereço dele e nos fale sobre ele.
Não, por enquanto só tenho meu perfil pessoal no facebook onde compartilho tudo sobre meus livros, músicas e peças das quais participo eventualmente. No entanto, podem dar uma olhada no meu perfil de Wattpad. Lá tenho alguns contos antigos colocados e, mais importante, os cinco primeiros capítulos de O Quatro – Versão Negra: bit.ly/oquatro

Uma pergunta que não fiz e que gostaria de responder?
Achei a entrevista bem completa, na verdade. Agradeço muito a abertura do espaço!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

O Rei Amarelo em quadrinhos

A Editora Draco preparou uma série de lançamentos para sua estreia no Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), de 11 a 15 de novembro. Entre eles o que despertou minha curiosidade foi o quadrinho O Rei Amarelo.

A redescoberta da obra de Robert W. Chambers, autor dos contos sobre a peça de teatro maldita O Rei Amarelo, inspirou esta coletânea com oito histórias em quadrinhos cheias do mais doentio horror impressas em preto, branco e amarelo. São 164 páginas macabras inspiradas pela leitura do livro amaldiçoado, visões amareladas que forçaram os artistas a realizar histórias originais que destruíssem tudo à sua volta, até eles mesmos.
A organização do álbum ficou por conta de Raphael Fernandes, que selecionou e reuniu um time de quadrinistas formado por Pedro Pedrada, Lucas Chewie, Tiago P. Zanetic, Victor Freundt, Raphael Salimena, Rafael Levi, Samuel Bono, Tiago Rech, Marcos Caldas, Airton Marinho, Maurício R. B. Camps, Perícles Ianuch, Erik Avilez e André Freitas. Tudo reunido dentro de uma instigante capa feita por João Pirolla.
O Rei Amarelo em Quadrinhos tem formato 17 x 24 cm, papel couché e 164 páginas em preto, branco e amarelo. R$ 49,90.


Quack



Essa é uma história de superação e amizade entre o descendente de uma família de aviadores Baltazar Drumont e o espirituoso pato dourado Colombo. O mangá foi um dos vencedores do concurso Brazil Manga Awards 2014 da editora JBC e fez sua estreia na Draco pelo selo Contraversão, que publica histórias fechadas de 20 e poucas páginas com capa cartonada e preços camaradas.
Baltazar é o mais novo de uma lendária família de aviadores. Sua vida de covardice e bundamolice parece ter chegado ao fim graças a sua amizade com o patinho zoeiro Colombo, que é daqueles que perde o amigo, mas nunca uma trollagem. Não bastasse seu humor peculiar, o bicho tem poderes incríveis e misteriosos, olha só!
Entre aventuras pra pagar as dívidas ou conseguir o que comer, os dois amigos se metem nas mais absurdas presepadas e acabam devendo mais do que ganham. Será que vão conseguir quitar todas as dívidas com o agiota? Seria uma metáfora da vida de seu autor, atualmente falido? Só essas páginas poderão responder.
Esta série traz as mais absurdas loucuras, risadas e diversão, mas é acima de tudo uma história de aventura, amizade e que traz o espírito livre da imaginação.
Quack é uma série mensal de 10 páginas, atualizada sempre na quarta semana de cada mês.Roteiro e Arte: Kaji Pato

Eu li ele quando foi publicado no edição da JBC e a historia e a arte me supreendeu muito, estou curiosa para ler essa edição. Assim que tiver em mão faço uma resenha, falando da arte e de como está a historia. Recomendo, temos que conhecer obras nacionais. 


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Entrevista de Hábitos Literarios: Thiago Lee


Se apresente e nos fale quais gêneros literários gosta de ler.
Meu nome é Thiago. Meus amigos me chamam de ‘Lee’ e meus inimigos de ‘senhor’. Sergipano de nascença e coração, moro em São Paulo capital. Sou autor independente e A-M-O ler. Os gêneros que mais me interessam são fantasia, ficção científica e terror.

Quando resolveu escrever um livro quais foram as motivações?
No início não foi bem uma questão de motivações. Simplesmente aconteceu. Rabiscava no meu caderno, quando uma ideia despontou e me deparei escrevendo parágrafos intermináveis. Quando percebi que havia gostado da experiência, não parei mais.

Acredita em inspiração? Quais foram as suas inspirações ao começar a escrever?
Inspiração é o gatilho que faz todo escritor começar a produzir conteúdo. Naturalmente, minhas inspirações vieram de histórias que li/assisti e situações que vivi.

Para você, o que significa ser escritor?
Significa ter a coragem de expor os segredos e desejos mais sórdidos da sua alma numa folha de papel e torná-los públicos.

Qual livro que você leu esse ano e mais gostou e qual é seu livro de cabeceira no momento? E quais são seus livros preferidos?
O livro que mais gostei esse ano foi ‘Cem Anos de Solidão’ de Gabriel García Márquez. Uma obra-prima da literatura latina, senão mundial. No momento estou lendo ‘O Temor do Sábio’, continuação de ‘O Nome do Vento’, de Patrick Rothfuss, uma fantasia belíssima e um clássico instantâneo. Os meus livros preferidos na verdade são os que marcaram fases da minha vida (nessa ordem): Capitães de Areia (Jorge Amado), Harry Potter e o Cálice de Fogo (J. K. Rowling), O Caso dos Dez Negrinhos (Agatha Christie), 1984 (George Orwell) e O Guia do Mochileiro das Galáxias (Douglas Adams).

Qual o melhor horário para ler na sua opinião? E qual seu lugar preferido para ler?
Não há melhor horário, mas cada momento exige uma leitura diferente. De manhã cedo leio as notícias, no transporte público leio prosa, no almoço leio textos curtos (muitas vezes blogs e opiniões de críticos) e à noite leio prosa outra vez. Prefiro ler em pé, pois nunca consigo arranjar uma posição confortável para ler na cama.

Tem algum hábito exclusivo de leitura?
Tenho fixação em ler primeiros parágrafos de livros. Nas livrarias, saio abrindo todos os livros e lendo o primeiro parágrafo de cada um.

Que sugestões você daria para os leitores do blog leitura Mania?
Vejam menos televisão e bebam bastante água.

Possui algum livro ou conto publicado? Fale nos sobre eles.
Possuo vários contos publicados pela Andross Editora, inclusive um indicado ao prêmio Strix. Também possuo contos publicados na Amazon, um deles finalista do concurso Brasil em Prosa.  E estou lançando meu primeiro livro solo ‘Réquiem para a Liberdade’ no dia 28/11 durante o evento Livros em Pauta em São Paulo.

Possui alguma página ou blog? Se sim nos fale o endereço dele e nos fale sobre ele.
Estou nas principais redes sociais, onde vocês podem ler meus contos de graça, comprar meus trabalhos publicados e acompanhar as novidades do meu livro que está para lançar.
Facebook: www.facebook.com/thiagolee
Twitter: www.twitter.com/thiagoleee
Wattpad: www.wattpad.com/user/thiagolee
Website: www.thiagolee.com.br

Uma pergunta que não fiz e que gostaria de responder?
P: Que dica você daria para quem quer começar a escrever mas não sabe absolutamente por onde começar? R: Leia MUITO, escreva MAIS AINDA (todos os dias, é sério!) e divulgue seu trabalho sem pena. Ninguém vai te humilhar publicamente por tentar. Não tenha medo.




terça-feira, 3 de novembro de 2015

Resenha #27 Eu Robô, Isaac Asimov



Sinopse: Sensíveis, divertidos e instigantes, os contos de Eu, robô são um marco na história da ficção científica, seja pela introdução das célebres Leis da Robótica, pelos personagens inesquecíveis ou por seu olhar completamente novo a respeito das máquinas. Vivam eles na Terra ou no espaço sideral; sejam domésticos ou especializados, submissos ou rebeldes, meramente mecânicos ou humanizados, os robôs de Asimov conquistaram a cabeça e a alma de gerações de escritores, cineastas e cientistas, sendo até hoje fonte de inspiração de tudo o que lemos e assistimos sobre essas criaturas mecânicas.

Eu robô, melhor livro que li esse ano. Essencialmente uma série de contos contada na forma de uma entrevista , este livro é um clássico. Como os robôs foram desenvolvidos e criados para novos fins e os problemas que surgiram quase sempre tinha a ver com algum conflito imprevisto entre as leis da robótica .

"Houve um tempo em que o homem enfrentou o universo sozinho e sem amigos. Agora ele tem criaturas para ajuda-lo; criaturas mais fortes que ele próprio, mais fieis, mais uteis e totalmente devotadas a ele. A humanidade não está mais sozinha. [...] Os robôs são uma especie melhor e mais perfeita que a nossa. Dra Susan Calvin" 


Os nove contos deste livro exploram algo extraordinário: a robopsicologia, a análise do pensamento e do comportamento dos robôs regidas pelas Três Leis da Robótica. Essas histórias abrangem todo o ciclo de vida do personagem principal, a Dra. Susan Calvin, uma robôpsicóloga da U.S. Robts and Mechanical Men. Em cada uma dessas histórias, Susan lembra um interessante problema ou dilema enfrentado na interação homem-robô.

Um dos contos que gostei foi Razão, um trecho dele:

"Olhem para vocês - disse ele por fim. - Não digo isso com desdém, mas olhem para vocês! A materia de que são feitos é macia e flacida, sem resistencia nem força, e depende de uma oxidação ineficiente de matéria organica para obter energia ...como aquilo. - Ele apontou o dedo para o que restava do sanduiche de Donovan com ar de desprovação. - De tempos em tempos, vocês entram em coma e a menor variação de temperatura, pressão do ar, umidade ou intensidade radiativa prejudica a sua eficiencia. [...] Esses são fatos que, com a proposição óbvia de que nenhum ser pode criar outro ser superior a si mesmo, põe por terra a sua tola hipotese"

As histórias estão em ordem cronológica da sua linha do tempo, começando com robôs simples usadas como babás ou empregados em casa. Devido à pressão social, inicialmente US Robots não está autorizada a vender robôs para o emprego na Terra. Em vez disso, vendê-los para tarefas de mineração e de manutenção de asteroides, planetas e naves espaciais. Nesses ambientes, geralmente alguma anomalia no comportamento do robô é observado. E por meio da análise da complexa interação entre as três leis da robótica, a solução é descoberto. Cada um deles é um enigma inteligente e existem questões filosóficas muito pertinentes de como as leis e regras pode ser interpretada, e é tudo entregue em um pacote fantástico de inteligência e caráter . 

Para o final da vida de Susan, em seus últimos histórias, estamos finalmente servido robôs na Terra, que são tão inteligente que eles correm corporações ou partes de terra inteiras. Com Asimov, a situação robô nunca é distópico, como nos filmes de Hollywood, graças à primeira Lei da Robótica: um robô não deve prejudicar um ser humano. Asimov realmente se estende a imaginação com a Máquina, que atua como um administrador benevolente para com centenas de milhões de seres humanos.

Essas histórias abranger novas dimensões da visão e pensar em robôs na nossa vida em um possível futuro com eles. A prosa aqui é livre e elegante e o livro é surpreendentemente fácil de ler, considerando seu assunto.Enfim, eu poderia ler Asimov o dia todo e não me cansa. Seu escopo das mudanças culturais são muito interessantes. E existem questões filosóficas muito pertinentes de como as leis e regras pode ser interpretada, e é tudo entregue em um pacote fantástico de inteligência e caráter. Eu particularmente gostei muito da personagem de Susan Calvin.Eu Robo é uma ótima introdução para Asimov, sendo uma leitura obrigatória.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Entrevista Hábitos Literários: André Gordirro



Começo nossa conversa , pedindo para que se apresentar e nos fale quais gênero literários costumar ler ?

Eu sou André Gordirro, crítico de cinema há vinte anos (Revista SET, Veja Rio, Jovem Nerd) e tradutor de mais de 25 livros. Leio fantasia e ficção científica.

Quando resolveu escrever Os Portões do Inferno quais foram as motivações?

Eu baseei meu livro na campanha de RPG que mestrava para os amigos. Como aquilo era diversão descompromissada, as histórias em si não eram boas, mas os personagens eram excelentes. Então mantive os personagens e criei uma história do zero.

Acredita em inspiração? Quais foram as suas inspirações ao começar a escrever? 

Acredito, lógico. Foram muitas, da situação geopolítica atual (conflito no Oriente Médio, intervencionismo americano) até o Dungeons & Dragons em si, passando por meus mestres de literatura, Frank Herbert, Michael Moorcock, Fritz Leiber e Robert E. Howard.

Para você, o que significa ser escritor? 

É só um ato mecânico de digitar aquilo em que minha mente pensa 24 horas por dia.

Qual livro que você leu esse ano e mais gostou.E qual é seu livro de cabeceira no momento? E quais são os seus livros preferidos?

Adorei Perdido em Marte (li o original, pelo que comparei a tradução matou muito do humor). O de cabeceira no momento é Homecoming, do R. A. Salvatore, e o Scoundrels, do Timothy Zahn, que estou traduzindo pra Aleph. Meu favorito de todos os tempos é Duna, do Frank Herbert. Depois vem uma longa fila, mas a distância para Duna é enorme.

Qual o melhor horário para ler na sua opinião? E qual o seu lugar preferido para ler?

Quando era criança e adolescente, eu lia o dia inteiro. Agora me resta aquela última hora antes de dormir, sempre na cama.

Tem algum hábito exclusivo de leitura?

Eu leio muito quadrinhos, e só consigo ler com a luz do dia, para melhor apreciar as cores e desenhos. Então só leio quadrinhos aos fins de semana, de manhã e após o almoço. Livros só leio agora no Kindle, mesmo em casa, pois dá para ajustar a fonte, não pesa na barriga. Só vantagens.

Que sugestões você daria para os leitores do blog leitura Mania ?

Aprendam inglês pois vocês não dependerão de política editorial brasileira para ler o que vocês gostam. Vejo gente descobrindo Herdeiro do Império, do Timothy Zahn, só agora que a Aleph lançou, quando eu li o livro em 1991, no ano de seu lançamento. É triste depender dos outros para qualquer coisa. Eu aprendi inglês justamente lendo Heir to the Empire porque queria ler o livro de qualquer maneira. Não se acomodem.

Comente sobre Portões do Inferno ? Quando sairá o próximo livro?

"Os Portões do Inferno" conta uma aventura épica, com ação e momentos de humor e horror sobre seis anti-heróis que acabam se envolvendo involuntariamente em uma trama para salvar o reino. É o início de uma trilogia chamada Lendas de Baldúria, e pretendo lançar o próximo ano que vem. Já estou escrevendo.

Possui alguma pagina ou blog. Se sim nos fale o endereço dele e comente sobre ele?

Eu mantenho uma fan page no Facebook onde posto coisas relativas a literatura de fantasia, eventos do livro etc. A URL é https://www.facebook.com/Andr%C3%A9-Gordirro-1636055610003634/?ref=hl

Uma pergunta que não fiz e que gostaria de responder?

Bem, queria dizer que, para quem espera o segundo livro ou quer conhecer mais um pouco das Lendas de Baldúria, pode baixar o conto grátis "Um Chamado do Inferno" que eu lancei na Amazon.com.br, aqui nessa URL http://www.amazon.com.br/Um-chamado-inferno-Lendas-Bald%C3%BAria-ebook/dp/B015HVSM5Q/ref=sr_1_2?s=books&ie=UTF8&qid=1445860952&sr=1-2



sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Resenha #26 O caso de Charles Dexter Ward




O caso de Charles Dexter Ward - Aos vinte e seis anos Charles Dexter Ward foi internado com relutância por seu pai. Sua loucura, no entanto, não tinha afinidade com nenhum caso já registrado e médicos e psiquiatras não conseguiam diagnostica-la. Afinal, Ward é reconhecidamente dotado de uma mente poderosa e lúcida, o que desconcerta os psiquiatras. Fisicamente, parece muito mais velho; nos exames, sua respiração e funcionamento cardíaco revelam-se assimétricos, as reações nervosas incomuns; a voz é quase um sussurro, marcas de nascença desaparecem e seu processo metabólicos são retardados. Tudo isso desconcerta também os médicos.
Somente o doutor Willett, que vira o jovem Ward nascer e o acompanhara nos últimos anos, sabia o que realmente estava acontecendo. Interessado por antiguidades, historia e genealogia, Ward progressivamente se voltou para uma profunda investigação no campo do ocultismo, após ter descoberto um quadro e papéis de um seu antepassado. Foram estes que sem dúvida lhe abriram as visões negras cujo fim era mais profundo que o inferno.

Primeiramente para falar sobre esse livro é necessário falar sobre seu escritor, Howard Philips Lovercraft, nascido em Providence, Rhode Island ( 1890 - 1937). Ele é um dos mais importante escritores de ficção cientifica, fantasia e terro do século XX. Interessava-se pela ciência e suas conquistas modernas e pelo ocultismo. Tão cultuado como EdgarAllan Poe, escreveu várias historias de terror e sobrenatural que influenciaram o desenvolvimento da Science Fiction.
Suas principais obras são:

Romance
O chamado de Cthulhu, 1926
Nas montanha da loucura, 1931

Novela
O caso de Charles Dexter Ward, 1941

Contos
O medo à espreita, 1923
Os ratos nas paredes, 1924
O intruso, 1926



Desse livro só posso falar que esse escritor merece ser lido, acabei de terminar o Caso de Charles Dexter Ward, e já vou procurar seus contos, para ler. Suas historias são instigantes e pessimistas quase um pesadelo mas que merecem muito ser lido. Principalmente para amantes de livros de terror, embora eu tenha demorado muito para descobrir esse escritor.
Uma das coisas que me agradou no livro, é o fato dele não ser uma narrativa e sim um relato, mesmo isso tornando-se um pouco cansativo no decorrer da historia, mas nada que tirar o mérito do livro. A trama se desenvolve de forma muito boa, mas o momento de êxtase só venha ocorrer próximo ao final do livro.



Mauricio de Sousa completa 80 anos


Criador da Turma da Mônica, Mauricio de Sousa completou 80 anos nesta terça-feira (27/10). E fãs do cartunista aproveitaram para postar homenagens em redes sociais, e no site dele (http://turmadamonica.uol.com.br/mauricio80/) muitas delas citando a época em que, na infância, liam os gibis da turma. E como fã dele, não poderia deixar de fazer um post homenageando esses 80 anos. 
Sempre admirei o trabalho dele, desde criança acompanho os gibis da turma e tenho preferencia pela Monica e o o Bidu.  Mauricio de Sousa nasceu no Brasil, em uma cidade pequena no estado de São Paulo, chamada Santa Isabel, cidade a qual eu nasci e me mudei o ano passado. O pai de Mauricio de Sousa era poeta e barbeiro e sua mãe poetisa. Com poucos meses, Mauricio foi levado pela família para a cidade vizinha Mogi das Cruzes,  cidade que moro hoje. Onde ele passou parte de sua infância, a outra parte ele já morava em São Paulo. 
Enquanto estudava, trabalhou em rádio. E para ajudar no orçamento domestico, desenhava cartazes e posteres. Mas seu sonho era se dedicar ao desenho profissionalmente. Chegou a fazer ilustrações para os jornais de Mogi. Mas queria desenvolver técnica e arte. Para isso, precisava procurar os grandes centros, onde editoras e jornais pudessem se interessar pelo seu trabalho.
Pegou amostras do que já tinha feito e publicado e dirigiu-se para São Paulo em busca de emprego. Não conseguiu. Mas havia uma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manhã. E Mauricio fez um teste para ocupar a vaga. E passou.  
Ficou 5 anos escrevendo reportagens policiais. Mas chegou um tempo em que tinha que dividir entre a policia e a arte. Ficou com a velha paixão. Isso foi em 1959.
Nos anos seguintes, Mauricio criara outras tiras de jornal Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho e paginas tipo tabloide para publicação semanal - Horácio, Raposão, Astronauta - que invadiram dezenas de publicações durante 10 anos.  
Para a distribuição desse material, Mauricio criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de uma década
Dai chegou o tempo das revistas de banca. Foi em 1970, quando a Monica foi lançada já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e nos anos seguinte pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras. 
Seus trabalho começaram a ser conhecidos no exterior e em diversos países surgiram revistas com a Turma da Monica. 
Resolveu enfrentar o desafio e abriu um estúdio de animação a Black & White com mais de 70 artistas realizando 8 longas-metragens. Estava se preparando para a volta aos mercados perdidos, mas não contava com as dificuldades e econômicas do país. A inflação impedia projetos a longos prazo, a bilheteria sem controle dos cinemas que fazia evaporar quase 100% da receita, e o pior: a lei de reserva de mercado da informatica, que impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna. 
Mauricio, então, parou com o desenho animado e concentrou-se somente nas historias em quadrinhos e seu merchandising. Hoje, suas revistas vendem-se aos milhões, o licenciamento é o mais poderoso do país. 
Atualmente, fora os gibis em banca, também encontramos a Turma da Monica Jovem tem um estilo de mangá voltado para um publico adolescente. E também tem as Graphics Novel para um publico adulto.